Mogi solicitou 30 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) junto ao Governo do Estado
Aproveitando o bom relacionamento com o governo do Estado, a prefeitura de Mogi solicitou 30 novos leitos de UTI. A solicitação visa a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. Em maio o município protocolou estudo técnico solicitando a abertura de 20 novos leitos de UTI adulto e 10 leitos de UTI pediátrica.
AUMENTO DE DEMANDAS DE ALTA COMPLEXIDADE
A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar elaborou o pedido partindo de um amplo diagnóstico da rede de urgência e emergência. De acordo com o estudo, há um aumento da demanda por internações de alta complexidade e o risco de sobrecarga do sistema. Em documento, o Departamento Regional de Saúde (DRS I) e a Coordenadoria de Regiões de Saúde (CRS) se manifestam favoráveis ao pedido.
Somente no primeiro quadrimestre de 2025, de acordo com a prefeitura, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mogi realizaram 217.109 atendimentos. Desses, 1.007 envolveram pacientes graves que necessitavam de suporte intensivo imediato. No mesmo período, 3.509 pessoas permaneceram em observação prolongada nas UPAs. Com o tempo médio de permanência de 12 horas e 54 minutos, aguardando transferência para hospitais.
O levantamento também registrou 1.778 solicitações de transferência hospitalar, sendo 683 classificadas como “vaga zero”. O mecanismo serve para garantir atendimento imediato a pacientes em estado crítico quando não há leitos disponíveis.
Mesmo diante desse cenário, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo absorveu 58,33% das transferências da região do Alto Tietê, operando acima de sua capacidade instalada.
“A saúde sempre será uma prioridade da nossa gestão. Temos investido na Atenção Primária, ampliado serviços, fortalecido as unidades de urgência e emergência e trabalhado para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado. Mas a alta complexidade é responsabilidade do Governo do Estado e Mogi precisa dessa ampliação de leitos. Estamos falando de pacientes em estado grave, que precisam de atendimento especializado no momento certo”, afirmou a prefeita Mara Bertaiolli (PL).
UPAS OPERANDO COM FALTA DE LEITOS HOSPITALARES
O vice-prefeito Téo Cusatis ressalta que a administração municipal mantém diálogo permanente com o Estado. “Os números mostram uma realidade que precisa ser enfrentada. As nossas UPAs não podem continuar funcionando como unidades de internação por falta de leitos hospitalares. A Prefeitura está fazendo sua parte, apresentando estudos consistentes.”
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, explicou, contudo, que o estudo encaminhado ao Estado demonstra tecnicamente a necessidade da ampliação da estrutura hospitalar. “Esse pedido não foi elaborado apenas com base em percepções, mas em indicadores concretos da assistência. Avaliamos o volume de atendimentos, mas também o tempo de permanência dos pacientes nas UPAs, as solicitações de vagas hospitalares e a capacidade instalada da rede regional. Os dados comprovam que existe demanda para novos leitos de UTI adulto e pediátrica. A ampliação permitirá mais agilidade no atendimento aos casos graves, reduzirá o tempo de espera por internação.
