Começa no próximo dia 15 um ciclo de palestras promovido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar de Mogi das Cruzes com informações sobre Influenza Aviária. A ação é voltada a produtores rurais, estudantes, técnicos e profissionais do setor avícola, com o objetivo de reforçar as estratégias de prevenção, biossegurança e notificação precoce de casos suspeitos da doença.
O evento, previsto para ocorrer entre 16h e 19horas, será gratuito e contará com a participação de representantes da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo e da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec), que abordarão os principais sinais clínicos da doença nas aves, rotinas de vigilância ativa e condutas exigidas em casos suspeitos. As vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever antecipadamente por meio do formulário online:
Clique para se inscrever : https://forms.gle/umcHb3j9UfjLS45A9
“Mesmo com o controle recente da doença no país, os riscos persistem, especialmente por causa das aves migratórias. Por isso, é fundamental mantermos os protocolos atualizados e o setor produtivo bem orientado. Informação e biossegurança são nossas principais defesas”, afirmou o secretário municipal de Agricultura, Renato Abd.
CASOS CONFIRMADOS
Segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, três casos de Influenza Aviária já foram confirmados : um em Diadema, Região Metropolitana e outro em Jaboticaval, Interior do Estado e o mais recente na capital. No três casos, segundo a Defesa Agropecuária, as aves eram migratórias — o que reforça a importância da vigilância ativa em áreas de produção e trânsito de aves.
SOBRE A INFLUENZA AVIÁRIA
Também chamada de gripe aviária, a Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas pode também infectar mamíferos, inclusive os seres humanos. A transmissão ocorre por contato direto com aves doentes ou por meio de água, fezes ou materiais contaminados.
SITUAÇÃO ATUAL NO BRASIL
O Brasil foi declarado livre da gripe aviária na produção comercial em 18 de junho de 2025, após o controle do surto registrado em maio, em uma granja de Montenegro (RS). Desde 2022, o país já investigou cerca de 4.000 suspeitas, a maioria em aves silvestres e criações domésticas, com apenas um caso confirmado em produção comercial. Até o início de julho, não há novos registros da doença no país com aves comerciais
O vírus causador, o H5N1, é altamente contagioso entre aves, mas não há registro de transmissão sustentada entre humanos no Brasil, e nenhum caso humano foi confirmado até o momento.
Mesmo com o status sanitário recuperado, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) segue monitorando ativamente as regiões de risco, e o Instituto Butantan aguarda aprovação da Anvisa para iniciar os testes clínicos de uma vacina preventiva em humanos.
Produtores e população devem ficar atentos a sinais como sintomas respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade súbita e elevada entre aves. Nesses casos, a notificação imediata é obrigatória e deve ser feita ao Escritório de Defesa Agropecuária de Mogi das Cruzes, pelo telefone:
???? (11) 4796-4513
