Diagnosticada na Santa Casa de Mogi com cardiopatia congênita, recém-nascida passou por cirurgia cardíaca e recebeu alta após quase 5 meses de internação
Quando Ayla Vallentina Oliveira veio ao mundo, em 17 de julho, com 39 semanas e 3,32 kg, a mãe Larissa de Oliveira Lauro não poderia imaginar o drama que passariam a enfrentar dentro de poucas horas. Durante o teste do pezinho, começaram os sinais. A recém-nascida apresentava baixa temperatura e pele com coloração arroxeada. Foi levada para cuidados intermediários. Na sequência, vieram convulsão e parada cardíaca. Os exames indicaram cardiopatia congênita e a urgência de cirurgia cardíaca, num ágil e preciso diagnóstico da equipe médica da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes.
Como a Santa Casa não realiza essa cirurgia, Ayla foi inserida no Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp), antigo Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), para atendimento em unidade especializada. “A cada dia era uma mistura de medo, angústia e desespero. Nada da vaga e a gente apavorada que ela não respondesse mais aos medicamentos”, relata Larissa, que mora em Cezar de Souza com o marido Cristiano Ferreira da Silva Júnior e a filha Alice, de 3 anos. Ela fez o pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Suíssa, deu à luz por cesariana e fez laqueadura na Santa Casa. Nada indicava qualquer anormalidade. Igualmente, não há histórico familiar de cardiopatia.
Já se havia passado quase um mês do diagnóstico de Ayla e numa tentativa desesperada de agilizar a cirurgia, a família recorreu à Justiça que expediu medida liminar determinando a transferência para intervenção cirúrgica. A bebê seguiu para o Hospital Dante Pazzanese, em São Paulo, em 20 de agosto. Passou por procedimentos para tratar da interrupção do arco aórtico, incluindo a colocação de stent no canal arterial.
Segundo Larissa, que recebe o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), será necessária uma segunda cirurgia para correção total do problema cardíaco. Isso deve ocorrer dentro de 8 meses a um ano. “Felizmente, agora, o tratamento especializado está garantido. Ela já tem consulta de retorno agendada para monitorar a cardiopatia”.


