O sucesso da operação é creditada ao uso da tecnologia e as frequentes visitas feitas pelas equipes de segurança às mulheres vítimas de ameaças
A pouco meses de completar 12 anos de atuação (14/10/2014), a Patrulha Maria da Penha de Suzano se mantém firme sem quaisquer registros de feminicídio entre as mais de 5 mil munícipes assistidas pela corporação nesse período de tempo.
VISITAS PERIÓDICAS GARANTEM ASSISTÊNCIA E PROTEÇÃO ÀS MULHERES VÍTIMAS DE AMEAÇAS
Em 2026, são 231 moradoras de Suzano que têm recebido a visita da equipe especializada para o acolhimento. As ações dão continuidade ao suporte que foi proporcionado ao longo de 2025, quando o grupamento garantiu atendimento a 64 mulheres, sendo 13 por descumprimento de medida protetiva e 51 por conta de violência doméstica, que resultaram em 20 prisões.
Para garantir a integridade das suzaneneses que tinham medida protetiva desde então, a equipe destinada a esse trabalho garantiu mais de 88 mil visitas a domicílios em todo esse tempo, realizando mais de cem prisões em flagrante. Os expressivos números tornaram a Patrulha Maria da Penha de Suzano uma referência na região e no Estado de São Paulo.
A TECNOLOGIA COMO ALIADA
“O sucesso desta atuação se deve, além das rondas, à disponibilização de um aplicativo de proteção às mulheres utilizado pela Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, para acompanhamento das vítimas de violência doméstica com medida protetiva emitida pela Justiça”, atribui o secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino.
Nos casos de descumprimento da ordem judicial, é possível acessar a tecnologia e acionar o grupamento para a residência da vítima, de forma que possa ser efetuada a prisão do agressor. Caso ele não seja localizado, a vítima é orientada a elaborar um boletim de ocorrência e encaminhar uma cópia, para que seja formalizada a comunicação com a Justiça sobre o ocorrido.
“Outra estratégia que se mostrou eficaz no suporte às mulheres foi a rede de proteção que consolidou em Suzano, integrando não só a Patrulha Maria da Penha como também outros órgãos, estruturas e contatos que também passaram a compor o trabalho”, complementa Balbino.
A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Jaqueline Ferreira, reforçou o empenho do grupamento para garantir a proteção necessária às mulheres. “Trabalhamos incansavelmente para que possamos dar o suporte a todas que têm medidas protetivas, atendendo de prontidão aos chamados de urgência. Nossa ação tem sido reconhecida e já somos referência em todo o Alto Tietê. Nos últimos anos, inclusive temos compartilhado nossas experiências com outros municípios”, continua Balbino.
“Uma das nossas principais missões é garantir a sensação de segurança para as vítimas, permitindo que elas se sintam protegidas e amparadas. Procuramos proporcionar ajuda para que elas possam ter as condições devidas para viver com paz e tranquilidade”, afirmou Balbino.
Para o prefeito Pedro Ishi (PL), os números refletem o trabalho de alto nível realizado pela Patrulha Maria da Penha e pela GCM de Suzano como um todo. “Os dados revelam que a equipe tem cumprido seu compromisso de apoiar todas mulheres que necessitam de suporte. Esse desempenho não apenas evidencia o sucesso das ações de prevenção e das estratégias adotadas, mas também reforça a dedicação contínua e o aprimoramento das políticas públicas para as mulheres. Estamos garantindo segurança por meio do acompanhamento e preservando a vida de todas que contam com nossa proteção ”, declarou o chefe do Executivo.

CANAIS DE DENÚNICAS PARA MULHERES VÍTIMAS DE AMEAÇAS
Além da Patrulha Maria da Penha, que é acionada pelo número (11) 4745-2150 (ou 153), e da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que atende pelo telefone (11) 4748-8040, as munícipes também podem recorrer à Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (180); à Polícia Militar (190); à Rede de Atenção à Pessoa Vítima de Violência Doméstica e Sexual – RapsVDS) (4745-2114/4745-2107/4747-2104); à Comissão das Mulheres Advogadas da 55ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Suzano (4748-7473); ao Centro de Referência e Apoio à Vítima – Cravi (4745-2180); e à Sala Rosa da DDM (4747-7524).

